Encontro com a Direção debate a reforma do Ensino Médio

by Colégio Rio Branco 30. março 2017 14:22

Estamos vivendo um momento importante em que, em termos de políticas públicas, se desenha um novo modelo de Ensino Médio que deve impactar o currículo, os processos seletivos e a organização das escolas como um todo, a médio e longo prazo. O Encontro com a Direção do mês de março discutiu este tema com os pais das unidades Higienópolis e Granja Vianna.

Confira o vídeo.

A sexualidade na infância e adolescência

by Colégio Rio Branco 22. agosto 2016 11:30

Queridos pais,

Parece brincadeira, mas se passaram quatro anos desde que decidimos, escola e família, criar esse canal de interlocução sobre a formação de nossas crianças e jovens: o Encontro com a Direção. Momentos especiais em que temas complexos são abordados e compartilhados, sem a pretensão de esgotá-los e sim de ampliá-los.

Mais do que uma conversa entre pais e diretoras, o grande segredo que esse espaço traz são as oportunidades de reflexão entre os próprios pais, que, com suas diferentes experiências de vida, têm muito a compartilhar. Com certeza, a cada encontro, saímos com algo a mais em nossas mentes e corações. Obrigada por essa oportunidade!

Nesse mês de aniversário, queremos trazer um tema que há algum tempo não abordamos: A sexualidade na infância e adolescência. Tema importante e desafiador, que envolve valores, autoestima, relação entre público e privado, redes sociais, erotização, informação de qualidade, respeito, enfim, esses e muitos outros aspectos!

Para nossa reflexão, sugerimos dois vídeos de profissionais que abordam alguns aspectos do desenvolvimento da sexualidade infantil e da adolescência:

Sexualidade | Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Faria

Sexualidade Infantil - Saúde em Prática - TV Unesp

Esse é apenas um aquecimento para nossa conversa! Até lá!

24/08 – Unidade Granja Vianna (das 7h30 às 9h15) – Prédio das Faculdades Integradas Rio Branco

25/08 – Unidade Higienópolis (das 7h30 às 9h15) – Sala 101 – 1º andar

Grande abraço,

Esther Carvalho

Diretora-Geral

Área temática: Sexualidade

Crianças e jovens no WhatsApp e no Snapchat

by Colégio Rio Branco 22. junho 2016 14:35

Nossa conversa sobre o uso de WhatsApp por grupos de pais foi muito rica! Dessas reflexões, surgiu a necessidade de abordarmos o seguinte tema: O uso do WhatsApp e do Snapshat por crianças e jovens. Assim, nos dias 22 e 23 de junho, conversamos sobre os diversos desafios que enfrentamos no dia a dia com nossos filhos e alunos.

Hoje, o aplicativo Snapchat tem sido muito usado pelos jovens e até crianças, por isso, precisamos entender, um pouco, como funciona. Para termos uma ideia da dimensão, ele já ultrapassou o Twitter em números de usuários diários. Confira.

Como outros diversos aplicativos, o Snapchat é utilizado para a troca de texto, fotos e vídeos, mas seu grande diferencial é que o conteúdo só pode ser visto uma vez, pois, após algumas horas, ele é deletado. Mas, atenção! Vale destacar que o conteúdo compartilhado pode ser copiado e armazenado por outras pessoas.

Para entender um pouco sobre a opinião dos jovens sobre o Snapchat, assistimos ao vídeo de uma Youtuber, conhecida como Marina Inspira, que tem muitos seguidores nas redes sociais: Youtube, Facebook, Instagram e Snapchat. Ela fala, de uma maneira muito divertida e com a linguagem dos jovens, sobre “Os tipos de pessoas no Snapchat”: a que só posta imagens de comida, a que só posta imagens de viagem, a que só posta imagens de malhação. E por ai vai!

Mas algo muito esclarecedor que ela fala, é que hoje o Snapchat é uma das poucas redes sociais em que, ainda, os pais e familiares, não dominam e isso faz com que os jovens fiquem mais a vontade para postar. Assista.      

Uma das grandes lições desse vídeo é que precisamos entender a tecnologia à luz do olhar dos jovens, para que possamos refletir sobre suas possibilidades e saber orientar da melhor forma, garantindo a segurança e aproveitando todos os benefícios.

Construção da imagem virtual

Devemos avaliar de uma maneira muito crítica e consciente o papel da tecnologia em nosso dia a dia na escola e na família e como nossos filhos e alunos estão se colocando nas redes sociais.

Sem dúvida, há um estilo próprio de comunicação e de linguagem e há a necessidade de aprovação por meio de curtidas e números de visualização dos conteúdos compartilhados, na construção de uma imagem virtual.

Virtual ou real?

Ainda precisamos reforçar a noção de que tudo o que é feito no ambiente digital tem impactos e não fica restrito ao mundo virtual: o que é escrito no WhatsApp vale como prova jurídica; o que é compartilhado no Snapchat se apaga, mas pode ser salvo por outras pessoas; o que é postado no Facebook, no Twitter, no e-mail pode ser visto e rastreado para sempre.

Precisamos retomar, continuamente, com nossos filhos e alunos, questões, como privacidade, autonomia, consequências da exposição, entre outras, pois a Internet é pública e seu alcance é imenso.

Tivemos a oportunidade de assistir a um vídeo em que o sociólogo Zygmunt Bauman apresenta uma breve reflexão sobre as diferenças entre as relações presenciais e virtuais e a diferença entre comunidades e networking. Segundo ele, amigos de Facebook e amigos na vida real não são a mesma coisa, pois existem laços humanos. No mundo virtual é muito fácil nós conectarmos, mas o grande atrativo é a mesma facilidade para se desconectar, sendo que quebrar relações baseadas no olho a olho, no face a face, é sempre muito traumático e mais complexo. Assista.

Cidadania Digital

Ao mesmo tempo em que a tecnologia permite o contato com conteúdos maravilhosos, o mesmo vale para conteúdos não adequados a cada idade. Por isso, é tão importante que nós, adultos, tenhamos conhecimento e saibamos acompanhar continuamente a ação de nossos filhos na rede.

Sabemos que o tema é complexo, mas como adultos, devemos fazer escolhas: até onde devo controlar? O que devo monitorar? Quais redes sociais vou permitir? Com qual idade darei um celular?

É um grande desafio, mas é algo necessário se queremos criar a Cidadania Digital, contribuindo com a formação de pessoas éticas, inclusive digitalmente.

Educação e Tecnologia no Rio Branco

A construção da Cidadania Digital é uma necessidade. Na escola, criamos propostas construtivas de produção colaborativa, por meio de atividades que utilizam a tecnologia em prol do aprendizado.

Confira alguns trabalhos recentes desenvolvidos pela escola:

Snapchat e o aprendizado do Gênero Poesia

Game Factory: atividade ensina linguagem de programação

CRB participa de evento do Google for Education

Alunos compartilham vivências com crianças da Austrália

Aula especial de História no Laboratório de Tecnologia Aplicada

Tecnologia e Colaboração: o ensino da Matemática como você nunca viu!

Família, escola e WhatsApp

by Colégio Rio Branco 31. maio 2016 10:31

Em nosso Encontro com a Direção de maio, conversamos novamente sobre o desafio de educar na era digital. Mas, agora, sob outra perspectiva, mais específica: o WhatsApp.

O uso de tecnologias tem permitido rapidez e eficiência na comunicação com a utilização de várias mídias entre pares ou grupos. Aplicativos como o WhatsApp passam a fazer parte do dia a dia das pessoas, gerando novas possibilidades e, também, diversos desafios.

No âmbito escolar, tem sido prática, por parte de alguns pais de alunos de uma mesma série, o uso de WhatsApp como forma de interação que, embora agilize alguns aspectos da rotina escolar ou social das crianças, traz novas dinâmicas que nem sempre são construtivas, seja para os filhos, seja para a maioria dos pais envolvidos ou até mesmo para a escola.

Como toda oportunidade de interação entre pessoas, esse recurso deve proporcionar um ambiente respeitoso, gratificante e proveitoso, na direção da melhor formação de nossas crianças e jovens.

Para refletirmos sobre esse tema, assistimos ao vídeo da advogada e especialista em Direito Digital, Patrícia Peck Pinheiro, sobre pais e mães em grupos no WhatsApp. É preciso ter alguns cuidados ao trocar mensagens sobre o dia a dia escolar dos filhos:

  • Tudo que é escrito no WhatsApp está documentado, podendo ser considerado uma prova jurídica;
  • O que está no WhatsApp é público;
  • Não se deve expor, jamais, um menor.

A especialista nos leva a refletir sobre nossas próprias posturas. Quando tratamos algo a respeito de nosso filho com a escola, não fazemos isso em público. Isso se aplica a todas as crianças. E isso deve ser estendido ao mundo digital, sempre. Grupos de pais e mães no WhatsApp podem ser muito úteis, mas não devemos esquecer que existem os canais oficiais da escola para tratar determinados assuntos.

Embora os grupos de WhatsApp surjam com um objetivo específico, na maioria das vezes, acabam se transformando num espaço de múltiplos interesses, perdendo sua proposta original.

A escola e seus profissionais não fazem parte de grupos de pais no WhatsApp. Em algumas oportunidades alguns conteúdos chegam até nós por meio de pais que ficam incomodados ou angustiados com o teor e a forma como certos assuntos estão sendo tratados. Assuntos que se fossem tratados de outra forma, talvez tivessem melhores resultados.

Assim, precisamos ter sempre em mente qual o objetivo do grupo, por que fazemos parte e qual o nosso papel. É importante nos posicionar sempre quando não concordarmos com algum conteúdo, como exposição de crianças e até comentários que podem não ser verdadeiros. Na vida, no dia a dia, cobramos de nossas crianças e jovens o posicionamento e, nesse mesmo sentido, devemos adotar essa postura.

No mundo digital tudo ficou mais rápido, sem dúvida, e até mesmo mais fácil em alguns aspectos. Mas será que estamos deixando de lado o contato direto, por meio de uma ligação ou um encontro?

Temos pressa para resolver as questões, queremos tudo rápido, e abrimos mão do contato humano. Hoje, as crianças já sofrem esse efeito e têm muita dificuldade de avaliar ambientes e entender os sentimentos pessoais e das outras pessoas.

Não há tecnologia que substitua o lugar dos pais e da escola! Nós somos os responsáveis por levar aos nossos filhos os valores e a ética.

Na prática

Vale destacar alguns exemplos práticos de como assuntos devem ser tratados no mundo digital, incluindo o WhatsApp:

  • Compartilhamento de assuntos pessoais referentes ao próprio filho: manter a privacidade dos assuntos, dos alunos e seus familiares continua sendo o melhor caminho para tratar dos desafios que surgem na educação de nossas crianças e jovens;
  • Compartilhamento de assuntos referentes a outras crianças e/ou seus familiares: cada família tem sua dinâmica, seus valores, sua rotina, suas expectativas com relação à escola. São relacionamentos únicos que se estabelecem e que precisam ser respeitados e preservados;
  • Compartilhamento de informações sobre acontecimentos na escola: questões às vezes simples, que deveriam ser resolvidas no âmbito da escola, têm se tornado mais complexas, em função de ruídos de comunicação que muitas vezes surgem nesses grupos. Informações desencontradas ou equivocadas, recortadas de um contexto, circulam com rapidez e despendem uma imensa energia, traduzindo-se em pouco ou nenhum benefício aos envolvidos;
  • Compartilhamento de percepções sobre decisões da escola: A escola é um lugar em que há gente formando gente! Sua rotina complexa e multifacetada necessita ser analisada de maneira cuidadosa para orientar decisões e procedimentos. É fundamental que dúvidas, inquietações e possíveis divergências retornem diretamente para a escola para que possam ser trabalhadas de forma assertiva;
  • Compartilhamento sobre lições e atividades de responsabilidade dos filhos: faz parte da construção da autonomia das crianças e jovens, que eles registrem e tenham responsabilidade sobre seus compromissos. É preciso que pais tenham cuidado para não acabar assumindo papéis que são de seus filhos como estudantes;
  • Uso de palavras inadequadas entre adultos: divergências de opiniões, múltiplas ideias são saudáveis e fazem parte de qualquer grupo. Em alguns momentos surgem conflitos entre pais e percebe-se o desrespeito às regras de civilidade. Formas de tratamento inadequadas acabam ocupando o espaço virtual sendo que, provavelmente, não ocorreriam se as pessoas estivessem conversando frente à frente.

Ideia

Pensando em como poderiam colaborar para que os grupos de WhatsApp pudessem ser melhor aproveitados, várias sugestões de procedimentos foram feitas e surgiu a ideia de pais fazerem um comunicado para os demais pais de nossa escola para sugerir regras de conduta para esses grupos. Pretendemos desenvolver essa ideia!

Ao integrar grupos, devemos sempre pensar sobre qual o benefício que pode trazer para o aluno e a família. Devemos viver, plenamente, a cidadania digital, colocando a tecnologia a serviço da Educação. Afinal, somos nós, os adultos, as grandes referências de nossos filhos e alunos!

Agressividade: impactos, razões e limites

by Colégio Rio Branco 28. abril 2016 11:05

Quais os impactos da agressividade? Qual a origem do comportamento agressivo? Como diferenciar um distúrbio de um comportamento da natureza humana? Como atuar com crianças, jovens e nós mesmos, os adultos, para lidar com comportamentos agressivos?

Falar sobre agressividade é um grande desafio, pois precisamos refletir sobre formas de lidar com a questão junto aos nossos filhos, nossa família e dentro de cada um. Assim, tratamos esse tema no Encontro com a Direção de abril, realizado nos dias 27 e 28.

Para apoiar nossa reflexão, assistimos ao vídeo da Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Faria, sobre crianças agressivas.

Segundo ela, as crianças, em seu processo de desenvolvimento, aprendem a lidar com seus desejos e seus sentimentos, e necessitam lidar com a existência do outro e do papel do ‘não’. A raiva pode aparecer quando algum desejo não é atendido e a agressão é uma maneira de comunicar esse sentimento, não de maneira consciente ou intencional, mas como uma resposta natural a um desconforto.

Esse processo faz parte do desenvolvimento, mas os adultos, às vezes, ficam assustados, pensando que é algo daquela criança, ou um problema, ou uma característica. Ao olharmos dessa maneira, podemos tornar essa agressividade, de fato, uma característica, criando um rótulo.

Para Daniella Freixo, quando os adultos sentem dificuldade de impor limites, as crianças se acostumam com os desejos sempre atendidos e quando se frustram sentem muita raiva. Por isso, a aprendizagem do ‘não’ é tão essencial, juntamente com a frustração. Adultos precisam ser tranquilos e firmes, pois quando nossos filhos nos veem assustados, sentem medo também. Quando a criança está em descontrole, ela precisa de contenção.

Agressividade como expressão de sentimento

A raiva e a agressividade são inerentes ao ser humano, são como uma energia vital de enfrentamento de perigos naturais da vida. Uma criança que seja totalmente passiva e calma também precisa ser estimulada.

O desafio está em ensinar a controlar a agressividade, assim como os outros impulsos. A tomada de consciência em relação aos próprios sentimentos deve ser estimulada desde cedo, tendo em vista que sentir raiva não é errado, por si só, e o importante é saber lidar com o sentimento.

Em alguns momentos, projetamos expectativas irreais em relação aos filhos. Sentir raiva faz parte da natureza humana e não devemos agir como se ela não devesse existir. A grande pergunta que devemos fazer aos nossos filhos, crianças e jovens, em momentos de agressividade é: “Está com raiva? Por que se sente assim? O que você vai fazer com esse sentimento?”. E impor limites conforme os valores da família: “Nesta casa não se bate porta, nesta casa não se joga no chão...”. Essa postura leva à aprendizagem, à compreensão sobre o sentimento e à contenção da agressividade.

Vale destacar que existem níveis de agressividade e a sua manifestação pode ocorrer por uma carência afetiva, ciúmes, mudança de humor, mudança de fase de desenvolvimento, alterações hormonais e até timidez.

No ambiente escolar, no grande coletivo, não permitimos a expressão da agressividade sem limites, seja em contato físico ou em agressão verbal. Nesse sentido, regras claras e consequências são necessárias para orientar o comportamento de nossas crianças e jovens.

Evitando rótulos

O importante é substituir a afirmação “a pessoa é agressiva” por “a pessoa está agressiva”.

A reação dos adultos à agressividade dos filhos contribui para incentivar ou desestimular o comportamento em questão. Assim, a criança percebe e descobre que isso pode funcionar para obter suas vontades. Nessa área, há muitos jogos emocionais entre os pais e filhos.

Existe um fantasma que é o medo da frustração e isto é uma armadilha! A frustração é necessária para a sobrevivência. Se queremos preparar pessoas competentes, temos que fazer nossos filhos e alunos enfrentarem suas dificuldades e desafios.

Mundo dos adultos

Sabemos que toda relação humana é permeada de conflitos. Pai e mãe são exemplos e os filhos observam as nossas ações no dia a dia. Por isso, é preciso saber colocar limites na agressividade.

Compreender a raiva não significa aceita-la. Assim, é essencial usar o “não”, sabendo que, mesmo com limites, crianças e jovens irão exercitar a transgressão.

Saber viver os conflitos, regulando a raiva, a frustração e o comportamento agressivo, é uma postura que deve partir dos adultos.

Saiba mais

My philosophy for a happy life - Sam Berns

Confira a história de Sam Bernes, um jovem que tem muito mais do que projetos de vida. Muito além de sua rara doença, é um jovem que tem uma atitude positiva diante da vida e de seus desafios.

Criança vê, criança faz

Somos modelos para nossas crianças e jovens. Por isso, precisamos ser a referência. Assista.

Agressivo, passivo ou assertivo?

Conheça as formas como as pessoas se comunicam e seus estilos.

Para desenvolver a determinação em nossas crianças e jovens

by Colégio Rio Branco 31. março 2016 18:15

Como desenvolver a determinação em nossas crianças e jovens para que possam buscar seus objetivos? Para buscar respostas a essa importante questão, estivemos reunidos no Encontro com a Direção, nos dias 30 e 31 de março.

Nossa conversa foi inspirada por uma TED Talk com Angela Lee Duckworth, que fala sobre a determinação ou “Grit”, em inglês, e seu impacto no sucesso das pessoas. Em português, "Grit" estaria mais próximo do significado de garra.

Segundo ela, paixão e perseverança são fundamentais para a determinação, além do trabalho contínuo para transformar sonhos em realidade. É essencial reunir as melhores ideias e as mais fortes intuições e colocá-las em teste, tendo sempre em mente que falhar não é uma condição permanente, enfrentando o fato de que, se falharmos, podemos começar outra vez, aprendendo com as diversas circunstâncias. Confira.

Valorização da determinação

O que faz as pessoas buscarem com toda a energia seus objetivos? O que faz as pessoas terem sucesso? A partir dessas reflexões, apresentamos nossas visões pessoais sobre o que é ter sucesso, tendo em vista que ser bem sucedido depende da meta de cada um. O que deve ser algo comum é a energia que dedicamos para atingir os objetivos.

Para nossas crianças e jovens somos referência sobre valores, metas e sucesso. Sem dúvida, valorizar e estimular os talentos múltiplos é importante, mas é preciso saber que muitas vezes o talento é desperdiçado, pois não há um projeto concreto ou a definição de um caminho a ser percorrido.

Outro desafio é a questão do tempo, pois vivemos em um mundo em que todos querem que as conquistas e a realização dos desejos sejam rápidas e instantâneas. Assim, a palavra ‘esforço’ é muito importante no dia a dia, apoiando os planos a curto, médio e longo prazo.

Na escola

Desde o Ensino Fundamental II, trabalhamos com as crianças com a ideia de projeto de vida, ensinando os alunos a elaborarem metas e traçarem objetivos. Outro trabalho é a Mentoria, que oferece um apoio especial às crianças e jovens no desenvolvimento de seus planos.

No Colégio Rio Branco, acreditamos na diversidade, pois vivemos e viveremos, em todos os âmbitos de nossas vidas, na diversidade. Essa vivência é a condição que damos para que nossos alunos sejam competentes em qualquer lugar.

A escola quer formar pessoas plenas, solidárias, éticas e preocupadas com a sociedade. Por isso, o estímulo ao desenvolvimento das competências não cognitivas, como disciplina, criatividade, colaboração, trabalho em equipe, é tão importante quanto a busca por resultados acadêmicos.

O poder do "Ainda"

Sofrimentos, decepções e frustrações fazem parte do processo de desenvolvimento das pessoas e precisamos lidar com essas questões quando elas ocorrem com nossas crianças e jovens. É importante acreditar que os filhos são mais fortes do que imaginamos e colocá-los sempre na zona de conforto pode não ser a melhor forma de estimular a determinação.

Em mais uma referência para nossas discussões, a pesquisadora Carol Dweck fala sobre a Mentalidade do Crescimento, ou “Grouth Mindset”, que coloca o foco na perspectiva do “ainda”, como uma valorização do trajeto percorrido com esforço e dedicação. Quando falamos para nossas crianças e jovens algo como “você AINDA não chegou lá” ou “você AINDA não atingiu suas metas”, conseguimos contribuir para o fortalecimento do processo de formação da determinação.

Assim, a pesquisadora fala da importância do elogio com sabedoria e significado. Para formar crianças mais corajosas e resilientes, é necessário elogiar o esforço, a estratégia, o foco, a perseverança e o aperfeiçoamento. Veja.

Construção no dia a dia

Hoje, quando recebemos uma criança de um ano e meio para o Minimaternal, sabemos que ela terminará o Ensino Médio em 2032. Como estará o mundo? Como será o mercado de trabalho? Não sabemos responder ao certo. Por isso, temos o dever de, juntos, família e escola, formar e preparar os cidadãos para esse futuro.

A construção da determinação é algo que ocorre no dia a dia. As experiências cotidianas, a rotina e as referências que oferecemos são essenciais nesse processo.

 

Confira o depoimento da mãe riobranquina Juliana Kaufmann

Como sempre o momento do Encontro com a Direção é muito gostoso, mas infelizmente um tanto curto para chegarmos à uma conclusão sobre o tema. Mesmo assim, eu sempre tiro proveito do que recebo de informação e troca de experiências!

Me desculpem por ocupar vosso tempo! Eu passei o dia filosofando sobre o assunto e gostaria de expor ou compartilhar um pouco dos meus pensamentos com vocês. Hoje, nós falamos sobre: Determinação ou Garra e de Mentalidade do Crescimento.

Um colega citou que: a personalidade do indivíduo é um ponto chave para a determinação, ou seja, pessoas nascem com essa qualidade ou não. Mas, também podemos obter condições externas para sermos determinados! Nossa família, nossa condição econômica, a sociedade em que vivemos... a escola que nos forma e educa.

Há uma série de fatores que levam uma pessoa ser ou ter mais Garra que outra. Também, existem momentos na vida que nos levam a tal situação, motivação ou desmotivação!

Falamos que: as pessoas que têm menores condições socioeconômicas, de um modo geral têm mais Força para conquistar seus objetivos, do que as pessoas que têm tudo. Desculpe, mas eu discordo um pouco: acho que depende muito do valor que se dá às coisas da vida!! O que traz felicidade!! Tem muita gente pobre que continua na pobreza e tem muita gente rica que valoriza o que tem e possui bastante motivação para a vida, para realizar sonhos e conquistar ideais!!

O que nos faz ir em frente sempre? Acho que a emoção. Mais do que a razão, nossa Emoção está acima de tudo. Quem tem uma boa autoestima tem mais firmeza e confiança em si, para ir além, para conquistar!!

Agora, como estimular ou fazer desabrochar tudo isso em quem não nasceu assim, ou naquele que não tem ou não teve estímulos e condições para ser Determinado ou ter Garra?

A história de vida de cada um, os acertos e erros, as conquistas e derrotas, tudo conta para a Mentalidade do Crescimento. Penso, também, que Garra ou Determinação não definem a Felicidade, pois há pessoas felizes que são pacatas, tranquilas, serenas ou simples... e são felizes assim.

Outros que são Determinados e que tem Garra, pelo fato de estarem sempre buscando mais, e quando não conseguem conquistar seus objetivos, podem tornar-se depressivos...

Enfim, é um assunto que não se fecha, ou não se conclui, pois tem os mistérios que o ser humano carrega... não somos exatos como a matemática...!!!

Um beijo e um abraço,

Juliana