Fortalecimento de nossos filhos e alunos para lidar com a questão do uso de drogas lícitas e ilícitas

by Colégio Rio Branco 14. setembro 2017 15:24

Frente aos desafios da prevenção ao uso de drogas, o Colégio Rio Branco promove um ciclo de reflexões sobre o tema, envolvendo toda a comunidade escolar. A ação teve início no Encontro com a Direção realizado nos dias 12 e 14 de setembro, em uma conversa com os pais sobre as ações da escola e o papel dos educadores e das famílias diante do uso de drogas lícitas e ilícitas.

Confira o vídeo sobre o Encontro com a Direção.

Para dar continuidade às reflexões, o Colégio Rio Branco convidou uma referência na área de prevenção ao uso de drogas, o Dr. Anthony Wong, médico pediatra, professor de Toxicologia Clínica e de Farmacovigilância e Chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Saiba mais sobre as palestras com o Dr. Anthony Wong.

Como desenvolver, desde cedo, bons hábitos de estudo?

by Colégio Rio Branco 30. junho 2017 13:21

Como desenvolver, desde cedo, bons hábitos de estudo? Esse é um desafio muito importante para pais e educadores e foi abordado no Encontro com a Direção de junho, conduzido pelas orientadoras de Apoio à Aprendizagem, Juliana Gois, em Higienópolis, e Carla Marquat, na Granja Vianna.

As educadoras apresentaram aos pais diversos aspectos e estudos com base nas neurociências. Do ponto de vista neurobiológico, aprendizagem é a aquisição de novos comportamentos, que resultam em atividade cerebral. O cérebro, portanto, é o órgão da aprendizagem, apesar de não ser o único responsável por ela.

É importante destacar que diferentes habilidades cognitivas, como percepção, atenção, memória, e linguagem estão envolvidas no processo ensino-aprendizagem.

Com vistas ao melhor o desenvolvimento da aprendizagem destacou-se as chamadas "Funções Executivas", base do comportamento intencional. Trata-se de um conjunto de habilidades que, de forma integrada, permitem ao indivíduo direcionar comportamentos a metas, avaliar a eficiência e a adequação desses comportamentos, abandonar estratégias ineficientes em prol de outras mais eficientes e, desse modo, resolver problemas imediatos, de médio e de longo prazo. Essas habilidades surgem no primeiro ano de vida e se desenvolvem até o final da adolescência.

Vale ressaltar que a motivação é essencial e cabe aos pais e educadores buscarem estratégias que despertem o interesse das crianças e jovens para o aprender. Seguem algumas sugestões:

  • Estimular habilidades como resiliência, curiosidade e perseverança - elas são fundamentais para ser bem sucedido tanto na escola e quanto na vida;
  • Colocar a educação escolar no dia a dia - conversar sobre o que aprendeu naquele dia, sobre os amigos, sobre as atividades. Com os mais velhos, podemos falar sobre as perspectivas para o futuro, como o ingresso no ensino superior;
  • Valorizar o conhecimento, os professores e a aprendizagem - o aluno aprende o valor da educação também quando percebe o quanto isso é importante para a família;
  • Apoiar o protagonismo do aluno - valorizar e acreditar que eles são capazes de realizar o que querem;
  • Ampliar o universo cultural e esportivo – atividades culturais estimulam a curiosidade e o senso crítico.

Aprender mais e melhor também é algo relacionado a outros aspectos importantes, como o acompanhamento do desempenho escolar, o respeito aos diferentes perfis cognitivos, a valorização de desafios e a atenção ao bem-estar, saúde, alimentação e sono.

Assista ao vídeo com as dicas da orientadora Juliana Gois.

Intervenções nos conflitos e construção de valores

by Colégio Rio Branco 29. maio 2017 10:06

Os conflitos são grandes oportunidades para validarmos valores. A afirmação é da doutora na área de Psicologia, Desenvolvimento Humano e Educação, Telma Vinha, que conversou com os pais, professores e convidados durante a edição especial do Encontro com a Direção, realizada nos dias 24 e 25 de maio.

A palestra “Intervenções nos conflitos e construção de valores” apresentou, além de importantes conceitos sobre o desenvolvimento da autonomia moral, dados e exemplos obtidos em diversas pesquisas desenvolvidas pela palestrante.

Telma iniciou a discussão apresentando um importante aspecto da moral: ela se restringe aos atos e não aos sentimentos. Por exemplo, uma pessoa pode sentir raiva ou inveja, mas a moral pode evitar que ela expresse esse sentimento por meio de uma ação de violência, como um tapa.

Em geral, entende-se paz como ausência de conflitos. Esses são parte integrante do desenvolvimento da autonomia moral. Assim como as consequências naturais dos conflitos devem ser experimentadas para favorecer esse processo de desenvolvimento. Conflitos naturais geram consequências próprias dos atos e ambos não devem ser evitados.

No que se refere à gestão de conflitos, há inúmeras possibilidades de crescimento: 

  • são excelentes oportunidades para que pais e educadores trabalhem valores e regras;
  • dão pistas sobre o que as crianças e jovens precisam aprender;
  • preparam crianças e jovens para o futuro: lidar com as amizades, com a mentira, com o medo e muito mais;
  • permitem a regulação dos sentimentos envolvidos e a oportunidade de encontrar soluções.

Aspectos sociais, afetivos e cognitivos

É um desafio para pais e educadores aprenderem a intervir nos conflitos, para favorecer o desenvolvimento da autonomia. Telma Vinha explicou que uma pessoa leva 16 anos, no mínimo, para aprender a regular suas emoções, e apresentou aspectos sociais, afetivos e cognitivos do desenvolvimento das crianças e suas estratégias a partir dos 3 anos de idade até a adolescência.

As crianças de 3 a 6 anos lidam com os conflitos a partir de estratégias momentâneas, impulsivas e irrefletidas, sem considerar os efeitos psicológicos gerados. Esses efeitos somente são identificados por dados observáveis, como um rosto triste ou algo assim. Por isso, as crianças tentam nos fazer rir quando estamos bravos, pois isso significaria o fim do conflito. Além disso, o conflito acaba rápido e não costuma retornar. A criança não tem noção de tempo, por isso, não é interessante que o adulto fique bravo por um longo período.

Com o desenvolvimento, há algumas mudanças. Os efeitos psicológicos passam a ser tão importantes quanto os físicos. As crianças param de brigar pela posse das coisas e passam a brigar pelo controle social. Outra mudança é que começam a aparecer estratégias de resolução de conflitos, embora elas não sejam coerentes com as ações.

Por volta dos 9 anos de idade, os efeitos dos conflitos começam a ser preservados por mais tempo e, na adolescência, iniciam-se as discussões de relacionamento e a ideia de que alguns conflitos podem fortalecer as relações e não enfraquecê-las.

A partir da adolescência, a maior causa de conflitos é a provocação, que une o humor com a agressão, sendo uma expressão muito ambígua, uma forma de controle social e de aproximação. A provocação gera prazer, por isso é tão difícil impedir essa postura.

A pessoa que provoca, geralmente, minimiza o efeito de sua ação, enquanto que o provocado minimiza a dor. O papel dos pais e educadores é apoiar a construção de estratégias de enfrentamento dos conflitos. Dentre elas, ignorar é menos eficaz do que reagir com humor. Vale destacar que o provocador precisa saber que suas ações podem gerar um ambiente tenso, sendo necessária a intervenção quando a provocação se torna excessiva ou até quando é antissocial, causando sentimentos ruins.

A provocação entre irmãos, por exemplo, deve ser tratada pelos pais com a expressão sincera do quanto essas situações deixam o ambiente tenso.

Como uma importante dica, Telma destacou a imensa contribuição das amizades para o desenvolvimento da criança e do jovem, como um fator de proteção e de regulação. Os pais devem estimular essas relações levando os amigos de seus filhos para sua casa, ao cinema e criando oportunidades de interação.

No dia a dia - estratégias

A orientação é não falar pela criança ou pelo jovem para resolver seus conflitos. O papel do adulto é ensiná-los a enfrentar a situação. Telma indicou que, para crianças pequenas, pais e educadores podem falar em seu ouvido frases curtas e com orientações de como elas devem falar ao outro para resolver o conflito, substituindo ações por palavras. Por exemplo, falar ao ouvido da criança: Diga ao seu amigo ‘Você me deixou triste’.

Vale destacar que não se deve tomar partido ou comparar as crianças umas com as outras.

Outra ação é usar a linguagem descritiva. Falar de fatos e sentimentos e não de aspectos de personalidade, focando o problema, pode transformar os conflitos, sem julgamento de valor. Por exemplo:

  • falar “Quando você age dessa forma, você me deixa chateada” é muito melhor do que falar “Você é chato”;
  • falar “Vocês estão saindo e deixando canetas e coisas no chão” gera mais resultado do que falar “Peguem os papeis do chão”.

Para fazer a gestão do conflito é preciso caminhar em direção ao sentimento, reconhecendo e entendendo:

  • “Entendo que os pais de seus amigos permitem que eles cheguem mais tarde e entendo que você também quer chegar mais tarde. Mas, aqui em casa é diferente, pois...”;
  • “Entendo que você não quer ir para a escola nova, sei que não é fácil, sei que pode dar medo, mas estarei com você, estarei te esperando na saída...”.

Perguntas importantes podem apoiar esse processo de gestão de conflitos:

  • Como você se sente a respeito dessa situação?
  • O que você pode fazer da próxima vez?
  • Como podemos resolver esse problema?
  • Você teria alguma ideia para essa situação?

Falta ou excesso de limite

Todos já ouvimos a justificativa de que determinado comportamento de uma criança ou jovem é em razão da falta de limites dados pelos pais. Telma Vinha destacou uma outra forma de avaliar a situação. Segundo ela, o excesso de limites ou até a concentração de regras em coisas que não são essencialmente formadoras podem acabar sendo encaradas pelas crianças e jovens como implicância. Ou seja, a mesma reação para questões de pesos diferentes podem gerar confusão. Por exemplo: ter a mesma reação para uma bagunça no quarto e para uma briga na escola.

Existem as regras convencionais, que são as estabelecidas socialmente, e existem as regras morais, pelas quais vale a pena se posicionar com mais intensidade. Quando a infração do filho ferir a moral, é preciso reagir, é preciso trazer a tona a reflexão para o filho: “O que você deveria ter feito diante disso?”. Embora ele não tenha feito a coisa certa, ele precisa saber o que teria sido correto.

Existem, ainda, as regras inegociáveis: questões relacionadas à saúde e segurança, ao bom estudo e aos princípios. Mesmo sendo inegociáveis, os pais podem dar opções aos filhos, estimulando a autonomia: “prefere passar protetor solar e brincar no sol ou não passar e brincar na sombra?”.

Com o desenvolvimento, é importante passar a envolver os filhos nas negociações para a gestão dos conflitos.

O caminho é o afeto

Telma Vinha destacou que o melhor caminho para a resolução dos conflitos é o afeto. Boas relações são fundamentais para que crianças e jovens tenham a confiança. Assim, é importante criar momentos especiais e exclusivos com os filhos. Às vezes momentos individuais com cada um deles. Relações de qualidade geram vínculo e sentido para se crescer com conflitos.

Saiba mais

Acesse a apresentação de Telma Vinha.

Confira o vídeo com Telma Vinha sobre o Encontro com a Direção Especial.

Encontro com a Direção debate a reforma do Ensino Médio

by Colégio Rio Branco 30. março 2017 14:22

Estamos vivendo um momento importante em que, em termos de políticas públicas, se desenha um novo modelo de Ensino Médio que deve impactar o currículo, os processos seletivos e a organização das escolas como um todo, a médio e longo prazo. O Encontro com a Direção do mês de março discutiu este tema com os pais das unidades Higienópolis e Granja Vianna.

Confira o vídeo.

A sexualidade na infância e adolescência

by Colégio Rio Branco 22. agosto 2016 11:30

Queridos pais,

Parece brincadeira, mas se passaram quatro anos desde que decidimos, escola e família, criar esse canal de interlocução sobre a formação de nossas crianças e jovens: o Encontro com a Direção. Momentos especiais em que temas complexos são abordados e compartilhados, sem a pretensão de esgotá-los e sim de ampliá-los.

Mais do que uma conversa entre pais e diretoras, o grande segredo que esse espaço traz são as oportunidades de reflexão entre os próprios pais, que, com suas diferentes experiências de vida, têm muito a compartilhar. Com certeza, a cada encontro, saímos com algo a mais em nossas mentes e corações. Obrigada por essa oportunidade!

Nesse mês de aniversário, queremos trazer um tema que há algum tempo não abordamos: A sexualidade na infância e adolescência. Tema importante e desafiador, que envolve valores, autoestima, relação entre público e privado, redes sociais, erotização, informação de qualidade, respeito, enfim, esses e muitos outros aspectos!

Para nossa reflexão, sugerimos dois vídeos de profissionais que abordam alguns aspectos do desenvolvimento da sexualidade infantil e da adolescência:

Sexualidade | Psicóloga Infantil Daniella Freixo de Faria

Sexualidade Infantil - Saúde em Prática - TV Unesp

Esse é apenas um aquecimento para nossa conversa! Até lá!

24/08 – Unidade Granja Vianna (das 7h30 às 9h15) – Prédio das Faculdades Integradas Rio Branco

25/08 – Unidade Higienópolis (das 7h30 às 9h15) – Sala 101 – 1º andar

Grande abraço,

Esther Carvalho

Diretora-Geral

Área temática: Sexualidade

Crianças e jovens no WhatsApp e no Snapchat

by Colégio Rio Branco 22. junho 2016 14:35

Nossa conversa sobre o uso de WhatsApp por grupos de pais foi muito rica! Dessas reflexões, surgiu a necessidade de abordarmos o seguinte tema: O uso do WhatsApp e do Snapshat por crianças e jovens. Assim, nos dias 22 e 23 de junho, conversamos sobre os diversos desafios que enfrentamos no dia a dia com nossos filhos e alunos.

Hoje, o aplicativo Snapchat tem sido muito usado pelos jovens e até crianças, por isso, precisamos entender, um pouco, como funciona. Para termos uma ideia da dimensão, ele já ultrapassou o Twitter em números de usuários diários. Confira.

Como outros diversos aplicativos, o Snapchat é utilizado para a troca de texto, fotos e vídeos, mas seu grande diferencial é que o conteúdo só pode ser visto uma vez, pois, após algumas horas, ele é deletado. Mas, atenção! Vale destacar que o conteúdo compartilhado pode ser copiado e armazenado por outras pessoas.

Para entender um pouco sobre a opinião dos jovens sobre o Snapchat, assistimos ao vídeo de uma Youtuber, conhecida como Marina Inspira, que tem muitos seguidores nas redes sociais: Youtube, Facebook, Instagram e Snapchat. Ela fala, de uma maneira muito divertida e com a linguagem dos jovens, sobre “Os tipos de pessoas no Snapchat”: a que só posta imagens de comida, a que só posta imagens de viagem, a que só posta imagens de malhação. E por ai vai!

Mas algo muito esclarecedor que ela fala, é que hoje o Snapchat é uma das poucas redes sociais em que, ainda, os pais e familiares, não dominam e isso faz com que os jovens fiquem mais a vontade para postar. Assista.      

Uma das grandes lições desse vídeo é que precisamos entender a tecnologia à luz do olhar dos jovens, para que possamos refletir sobre suas possibilidades e saber orientar da melhor forma, garantindo a segurança e aproveitando todos os benefícios.

Construção da imagem virtual

Devemos avaliar de uma maneira muito crítica e consciente o papel da tecnologia em nosso dia a dia na escola e na família e como nossos filhos e alunos estão se colocando nas redes sociais.

Sem dúvida, há um estilo próprio de comunicação e de linguagem e há a necessidade de aprovação por meio de curtidas e números de visualização dos conteúdos compartilhados, na construção de uma imagem virtual.

Virtual ou real?

Ainda precisamos reforçar a noção de que tudo o que é feito no ambiente digital tem impactos e não fica restrito ao mundo virtual: o que é escrito no WhatsApp vale como prova jurídica; o que é compartilhado no Snapchat se apaga, mas pode ser salvo por outras pessoas; o que é postado no Facebook, no Twitter, no e-mail pode ser visto e rastreado para sempre.

Precisamos retomar, continuamente, com nossos filhos e alunos, questões, como privacidade, autonomia, consequências da exposição, entre outras, pois a Internet é pública e seu alcance é imenso.

Tivemos a oportunidade de assistir a um vídeo em que o sociólogo Zygmunt Bauman apresenta uma breve reflexão sobre as diferenças entre as relações presenciais e virtuais e a diferença entre comunidades e networking. Segundo ele, amigos de Facebook e amigos na vida real não são a mesma coisa, pois existem laços humanos. No mundo virtual é muito fácil nós conectarmos, mas o grande atrativo é a mesma facilidade para se desconectar, sendo que quebrar relações baseadas no olho a olho, no face a face, é sempre muito traumático e mais complexo. Assista.

Cidadania Digital

Ao mesmo tempo em que a tecnologia permite o contato com conteúdos maravilhosos, o mesmo vale para conteúdos não adequados a cada idade. Por isso, é tão importante que nós, adultos, tenhamos conhecimento e saibamos acompanhar continuamente a ação de nossos filhos na rede.

Sabemos que o tema é complexo, mas como adultos, devemos fazer escolhas: até onde devo controlar? O que devo monitorar? Quais redes sociais vou permitir? Com qual idade darei um celular?

É um grande desafio, mas é algo necessário se queremos criar a Cidadania Digital, contribuindo com a formação de pessoas éticas, inclusive digitalmente.

Educação e Tecnologia no Rio Branco

A construção da Cidadania Digital é uma necessidade. Na escola, criamos propostas construtivas de produção colaborativa, por meio de atividades que utilizam a tecnologia em prol do aprendizado.

Confira alguns trabalhos recentes desenvolvidos pela escola:

Snapchat e o aprendizado do Gênero Poesia

Game Factory: atividade ensina linguagem de programação

CRB participa de evento do Google for Education

Alunos compartilham vivências com crianças da Austrália

Aula especial de História no Laboratório de Tecnologia Aplicada

Tecnologia e Colaboração: o ensino da Matemática como você nunca viu!