Transtorno Opositivo Desafiador: o que é e como lidar com os alunos em sala de aula

O TOD, Transtorno Opositivo Desafiador, geralmente afeta crianças e apresenta como principal característica um comportamento desobediente e agressivo

No ambiente escolar, pode ser comum que algumas crianças se oponham às figuras de autoridade e apresentem grande resistência a ordens. Assim, professores, orientadores, coordenadores e diretores devem estar preparados para lidar com essas situações da melhor maneira possível.

Em certos casos, a teimosia por parte da criança é tão frequente que se enquadra na definição de TOD - Transtorno Opositivo Desafiador. O termo contempla um padrão global de comportamento desobediente, com uma postura constantemente desafiadora e até agressiva. Nesses quadros, a equipe educacional precisa dar uma atenção especial ao estudante.

Por isso, no Colégio Rio Branco, a Orientação Educacional de Apoio à Aprendizagem desenvolve algumas iniciativas para acolher alunos e educadores, dentre elas a sistematização e compartilhamento de informações sobre o tema. 

“Desenvolvi um material com o objetivo de subsidiar as estratégias dos professores para lidarem com alunos com esse diagnóstico. Alguns comportamentos, esperados por esses estudantes, aparecem durante as aulas, e a maneira como o docente lida com essa situação faz toda a diferença na construção do vínculo e no processo de aprendizagem”, explica Luiza Genaro, Orientadora Educacional do Rio Branco.

O que é TOD?

Frequentes acessos de raiva, recusa a atender solicitações dos adultos, tentativas de irritar outras pessoas, agressividade direcionada aos colegas, problemas em manter amizades e dificuldades acadêmicas estão entre os sintomas do TOD.

As causas do TOD podem estar na combinação entre genética e ambiente, no desequilíbrio de substâncias do cérebro e na rotina (disciplina severa, abuso, negligência, entre outros)

Como interagir com alunos com TOD (Transtorno Opositivo Desafiador)

Por mais que a comunicação exija cautela, ela é essencial para que os indivíduos com TOD sintam-se acolhidos e amparados. Confira algumas dicas, separadas por Luiza Genaro, que podem favorecer a interação:

  • conquistar a confiança do indivíduo, o que pode fazer com que algumas ações impulsivas sejam inibidas;
  • falar sempre de forma clara e objetiva, evitando justificativas longas;
  • criar momentos de descontração, fazendo com que situações de estresse sejam minimizadas;
  • estabelecer contato pelo olhar;
  • não repreender o aluno na frente dos colegas;
  • incluir o aluno nas tarefas de sala;

Em suma, os profissionais devem trazer essa intencionalidade para as aulas, inclusive integrando o estudante diagnosticado com TOD com os demais. Além disso, é importante observar o comportamento infantil atentamente, para que o diagnóstico seja feito da maneira correta e, assim, a postura dos educadores esteja alinhada às necessidades dos alunos.

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