Educar entre telas, afetos e limites

Há uma pergunta que, provavelmente, aparece com frequência, nas conversas entre os pais e seus filhos: "quanto tempo você ficou no celular?". É uma boa pergunta. Mas talvez não seja a primeira que precisemos fazer aos nossos jovens, e até às crianças, muitas vezes. Porque o tempo conta, claro, mas ele diz muito pouco sobre o que mais importa. Duas horas de tela podem ser duas horas de uma criança aprendendo a programar, conversando com uma avó que mora longe ou criando alguma coisa com as próprias mãos; e podem ser, no mesmo relógio, duas horas de exposição, de um algoritmo influenciando o que ela nem percebe que está consumindo. O tempo é igual. A experiência, não....

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Soluções simples não resolvem problemas complexos, segundo Carolina. “É preciso persistência para ensinar as crianças e os adolescentes a usarem as diferentes tecnologias de forma responsável e equilibrada, aproveitando o melhor delas.” Ela diz que proibir o uso pode levar os mais novos a buscarem conteúdos clandestinamente, sem a orientação e supervisão adequadas, o que aumentaria os riscos para sua segurança....

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O Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola costuma reforçar campanhas educativas e debates dentro das escolas, mas a data também exige uma reflexão mais ampla: o bullying não nasce no ambiente escolar. Ele é a expressão de um fenômeno social mais profundo, que atravessa relações culturais, familiares e digitais, e revela desafios coletivos de lidar com diferenças, limites e convivência....

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