24/01/2019

Riobranquino conquista nota máxima na Redação do Enem e já foi aprovado em universidade internacional

“O Rio Branco foi um marco decisivo para a minha trajetória de vida”, contou o sempre riobranquino Lucas Felpi, ex-aluno da Unidade Granja Vianna, que conquistou nota máxima na Redação do Enem, foi aprovado no curso de Computer Science, na Georgia Institute of Technology, e em Engenharia da Computação da Universidade de São Paulo (USP).

Lucas obteve a nota 1000 na Redação, com destaque, também, para a nota 988,7 em Matemática e suas Tecnologias. Sua pontuação foi uma das 55 notas máximas em Redação, dentre 4,1 milhões de textos corrigidos. "Em minha redação fiz referência à série Black Mirror, da Netflix. Estou muito feliz, quero agradecer muito aos professores e ao Rio Branco”, contou.

O riobranquino, de apenas 17 anos, colocou como meta prestar vestibular para faculdades no exterior e contou com o apoio e mentoria do Departamento de Estudos Internacionais do Rio Branco. “Me planejei durante o ano para cumprir as obrigações necessárias que as universidades solicitam. No primeiro semestre, estudei e escolhi as faculdades. Em setembro, fiz o TOEFL, um teste de proficiência em inglês, e, em outubro, o SAT, uma prova de matemática e inglês. Recolhi as cartas de recomendação com os professores e a orientadora do colégio e escrevi todas as redações pessoais no segundo semestre. Este processo me fez refletir sobre a minha identidade e me descobrir como pessoa”, destacou.

Sobre o processo de aplicação para os Estados Unidos, o aluno destacou os cinco fatores básico: resultados de provas padronizadas americanas, SAT e TOEFL, relatórios de atividades extracurriculares, históricos escolares, redações pessoais chamadas de essays e cartas de recomendação. “É fato que as universidades americanas procuram entender o candidato como ser humano, muito além dos números e dados de provas”, concluiu. 

Aluno do Rio Branco desde o 8º ano do Ensino Fundamental, Lucas contou que o colégio foi um marco decisivo para sua trajetória de vida. Na primeira e principal redação pessoal, a única que é enviada diretamente a todas as faculdades, ele contou que decidiu abordar o tema de sua transição entre escolas e como isso afetou sua evolução.


Lucas Felpi, ex-aluno da Unidade Granja Vianna

“Nos cinco anos em que estudei no Rio Branco, me abri para oportunidades e experiências novas inimagináveis e descobri talentos e gostos que não conhecia antes. Sem dúvidas, floresci. Saindo dessa escola, me percebo uma pessoa completamente diferente daquela que entrou. Ressaltei isso na redação e ressalto para todos, pois sou hoje reflexo das amizades e atividades que, respectivamente, criei e me envolvi. Além disso, foi extremamente importante para a minha aprovação a gama de atividades extracurriculares e projetos que o colégio apresentou e das quais participei. Constavam nos meus relatórios inúmeras atividades proporcionadas no espaço do Rio Branco”, destacou Lucas.

Ao longo de sua formação, Lucas participou de muitos projetos e atividades oferecidas pelo colégio, que, segundo ele, o moldaram como indivíduo e contribuíram para sua formação e aprovação. A experiência de tutoria, dando aulas e ensinando amigos, trouxe mais aprendizado a ele próprio, do que aos colegas que estavam assistindo. A Monitoria promoveu laços e conexões interpessoais profundas e interações com colegas menores e maiores de grande valor. O papel de representante de classe contribuiu para uma visão política da sala de aula e uma liderança representativa do interesse coletivo. As olimpíadas, Olimpíada Brasileira de Matemática para Escolas Públicas (OBMEP), a Olimpíada Brasileira de Física (OBF) e a Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), são marcos em sua trajetória de aprofundamento em disciplinas variadas. Assim como sua participação nas competições escolares como Desafio de Matemática e o Desafio de Ciências da Natureza.

A organização do show de talentos o Viva Fest apresentou a ele o mundo da arte e trouxe uma perspectiva empreendedora do modo como construir e lançar um espetáculo. Lucas destacou, ainda, sua entrada no Grupo de Teatro Rio Branco, que permitiu que ele explorasse formas de usar seu corpo, sua voz e perder, consideravelmente, a vergonha ao atuar no palco. Atuou também, em um projeto autônomo dos alunos chamado “Àliteração”, que trouxe à tona seu lado escritor e leitor.

Lucas falou sobre seu envolvimento e dedicação aos projetos e reuniões do Coletivo Humana Mente, destacando como foi essencial em sua formação intelectual e em seu desenvolvimento como cidadão, discutindo temas de respeito humano e construindo opiniões valiosas sobre seu futuro. “Dentro dele, ainda tive uma das maiores conquistas pessoais no Rio Branco: a construção bem-sucedida da baleia de 6 metros feita de copos plásticos e a campanha #ForaCopinho para a conscientização escolar sobre o tema Sustentabilidade”, comentou.

Os vários ciclos de Palestras e Debates do Espaço Rio Branco - Cultura e Reflexão, realizados por especialistas e professores, proporcionaram insights de temas polêmicos e fundamentais à convivência em sociedade. Além de suas diversas funções dentro da simulação diplomática CRBMUN, que auxiliaram a melhorar a oratória e a argumentação e, na organização de um evento, lhe ensinaram como planejar um projeto tão imponente e grande, com todos os problemas e possíveis imprevistos a lidar.

O riobranquino destacou, também, os professores, dois deles em especial, que o ajudaram na aprovação na universidade, escrevendo cartas de recomendação e dando infinito apoio. “A professora Gabriella Relva, de Matemática, me acompanhou do 9º ano à 3ª série do Ensino Médio e assistiu ao meu crescimento durante todo esse período como ninguém. Ela sempre esteve torcendo e apoiando cada passo e se permitiu formar uma relação única com cada aluno. O professor Caio Mendes, de História, embora apenas me dando aula no 9º ano e parte da 1ª série do Ensino Médio, foi um mestre para ensinamentos de vida e cotidiano, me acompanhou por fora da classe, no Coletivo Humana Mente, e se tornou um amigo. Entre saídas culturais, projetos grandiosos e desafiadores, e discussões sociopolíticas, ele me conheceu mais como pessoa do que como aluno e me motivou constantemente a ser melhor. E não poderia deixar de falar da orientadora Maria Eugênia Rossetti, que fez a última carta que mandei, que foi a responsável por me apresentar o colégio logo no primeiro dia e esteve ao meu lado até o fim dessa trajetória, sempre apoiando, direcionando e ensinando muito. Para além dos dois professores, devo destacar a assistência infinita de completamente todos os professores, que criaram um ambiente de aprendizado descontraído e acolhedor a todo momento. À toda a administração e corpo docente do Rio Branco, o meu muito obrigado”, finalizou.

Confira o depoimento de alguns professores:

“Seria muito simples listar qualidades de Felpi. Seus trabalhos vão fácil para a excelência: da apresentação ao conteúdo diferenciado, resultado de um conhecimento de mundo e uma visão crítica especial. Mas eu queria falar da humildade de estar atento a cada aula. É o aluno que não despreza nenhuma atividade proposta, das mais simples às mais complexas. Compreende o novo, avalia, reconsidera diante do que já sabe e coloca em prática naquilo que produz”. Marcia Pelachin, professora de Redação

“O Felpi sempre foi um aluno muito difícil de ser desafiado. Seu comprometimento e empenho sempre o colocaram em destaque e, portanto, ele é aquele tipo de aluno que aprende não apenas conosco, mas “apesar” de nós. É por isso que sua participação no Humana Mente foi tão significativa a meu ver. Fizemos projetos tão grandiosos - como o da Baleia - e discussões tão profundas que eu vi o Lucas sendo provocado, desafiado, se superando e, mais uma vez, brilhando! Mais um riobranquino inesquecível que, pode apostar, vai longe”. Caio Mendes, professor de História


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