08/11/2018

Professoras do Rio Branco fazem o Enem e falam sobre a vivência

A professora de História, Gisele Nogueira, a professora de Física, Ana Paula Lembis Dias, e o intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), Juliano Prates, prestaram o Enem 2018 e contam como tem sido essa vivência.

Professoras Ana Paula e Gisele com os alunos, no dia da prova do Enem

“Fazer a prova do Enem foi uma experiência única. Como professora, sempre orientei meu trabalho para subsidiar os alunos na minha disciplina, História. Mas, mensurar o estresse e a ansiedade, só fazendo a prova mesmo. Estava bastante ansiosa com a redação, pois me cobrei demais em função da minha formação, isso me atrapalhou. A prova de Códigos e Linguagens apresentou referências diversas, muitas articuladas às Ciências Humanas e abordadas nas nossas aulas de História. O primeiro dia de provas trouxe questões bastante trabalhadas no Colégio Rio Branco dentro e fora da sala de aula. Atividades como as Simulações de Modelo ONU, o Humana Mente e o Teatro são fundamentais para completar o repertório dos nossos alunos. Fiquei com uma sensação de dever cumprido ao responder as questões de História, pois, na nossa área, abordamos temas, documentos e desenvolvemos as habilidades cobradas no Exame”, contou a professora Gisele Nogueira.

Além de querer incentivar sua filha que está no 1º ano do Ensino Médio, a professora Gisele tem o objetivo de ingressar no curso de Tecnologia em Design Educacional na Unifesp.

Para a professora Ana Paula Lembis Dias, a ideia de prestar o Enem surgiu de um desejo de estudar aliado ao conhecimento do curso Design Educacional, na Unifesp. Ao comentar com a professora Gisele sobre esse interesse, elas descobriram a coincidência.

“Foi uma experiência muito significativa poder estar no papel dos alunos, compartilhar dos seus sentimentos, sentir aquele “friozinho na barriga” novamente, sentir o carinho e o apoio dos professores e coordenadores antes da prova. Apesar de não fazer uma prova deste tipo há muito tempo, acredito que o repertório cultural e o amadurecimento fizeram com que eu tivesse um rendimento muito bom, com 70% de acerto nas questões objetivas, e o papel dos colegas foi fundamental no meu resultado: sou muito agradecida aos professores que me incentivaram nessa jornada, seja com palavras de incentivo ou com dicas importantes, como a professora de redação Drielly, cujas dicas foram imprescindíveis para que eu pudesse fazer uma boa redação, e a super aula de história da professora Gisele, que nos tranquilizou e trouxe confiança para a prova”, destacou a professora Ana Paula.

Juliano Prates contou que, como tradutor e intérprete de Libras no Ensino Médio, tem a oportunidade de ter contato direto com os conteúdos e isso ajudou muito durante a prova do Enem, que, segundo ele, foi uma prova exaustiva, exigindo grande capacidade interpretativa de texto e cobrando conteúdos específicos. Juliano quer fazer o curso de Medicina.


Juliano Prates